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Jornada Adobe CS5

July 20th, 2010 No comments

A Jornada Adobe CS5 não terminou, vai até o dia 31/07, mas a minha participação foi concluída. Tive o prazer de ministrar os treinamento Flash CS5 básico e avançado e foi ótimo.

A Jornada Adobe é uma iniciativa da Action Creations do Demian Borba, e entre outras coisas, organizaram o Flash Camp Brasil que aconteceu em janeiro deste ano em Maceió.

Os alunos foram extremamente aplicados apesar da maratona de 10h de treinamento por dia. Nessa viagem encontrei talentos e conheci pessoas ótimas.

Agradeço ao Demian pela oportunidade, Derick pela recepção e hospitalidade e Rita pelo cuidado, e claro, aos alunos pela paciência, colaboração e esforço, espero que todos saiam com a mesma sensação que eu, a de que valeu muito a pena.

Turma Flash Avançado

Conheça a Jornada Adobe.

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JORNADA ADOBE CS5 2010

May 19th, 2010 No comments


Vejo vocês lá.

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Flash, Flex, Air e AS3

March 17th, 2010 No comments

Eu sei que existe farto material sobre a diferença disso tudo na internet, mas por conta de recentes fatos, me vi quase que obrigado a escrever sobre isso. Espero com isso esclarecer as diferenças e uso disso tudo.

Flash IDE

Ambiente de desenvolvimento, normalmente utilizado para a criação de efeitos visuais, animações e look’n feel do site/aplicação. É pouco utilizado por desenvolvedores, mas permite, entre outras coisas a compilação de arquivos para gerar SWFs.

Flex Builder / Flash Builder

IDE para construção de aplicações, tanto (E não somente) utilizando o MXML quanto AS3 puro.

Flex

Framework – conjunto de classes e componentes – usado para a construção de aplicativos em AS3.

MXML

Linguagem de marcação para construir aplicações Flex. No momento da compilação a marcação é “substituida” por AS3.

SWF

Arquivo gerado após compilação no Flash e/ou Flex.

Air SDK

Pacote de desenvolvimento para distribuição de aplicativos em Air

Air Runtime

Em linhas gerais, é uma forma de distribuição de suas aplicações criadas no Flash, Flex ou mesmo em HTML. Usa o Webkit e Flash Player para renderização do HTML e arquivos SWF.

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O briefing limita?

March 13th, 2010 No comments

Imagine a situação, você chega na padaria e pede seis pães. O vendedor olha pra sua cara e diz, “não, você precisa de 8! Melhor, você não quer pães, você quer ovos!”. Absurdo não?

Agora imagine que você vai atender a necessidade de um cliente de sua agência, ele pede um site e você entrega uma ação extremamente onerosa, com ótimo (provável) resultado. Você já viu isso acontecer, não?

Algumas vezes as agências deixam de atender a necessidade de um cliente para atender sua própria necessidade, seja um portfolio mais amplo, experimentar nova tecnologia, ou simplesmente mostrar que sabe fazer determinada coisa.

Quando você chega a um médico reclamando de dor nas costas, ele vai estudar a situação, fazer exames e por fim, te dar sugestões das saídas possíveis e a mais recomendada para sua situação. Ele pode te recomendar fisioterapia, uma cirurgia, uma infinidade de coisas, mas no final, a decisão é sua. Se essa recomendação for muito distante do que você imagina, provavelmente você buscará outras opiniões.

Clientes tendem a vir com ideias prontas, em geral muito ruins, e cabe as agências conversar e recomendar o mais indicado, porém, há situações em que isso simplesmente não cabe. Por exemplo, digamos que a agência que detém a conta da padaria citada lá no começo receba um pedido, o dono que fazer um trabalho de mídias sociais, mesmo sem detalhes, isso soa absurdo. Pra que diabos uma padaria iria querer fazer um trabalho de mídias sociais? Então a agência sugere que no lugar disso, seja feito um trabalho diferente, uma divulgação mais localizada e por fim, com argumentos bem sólidos, seria possível convencê-los que é a melhor opção.

Agora veja a diferença, o tal médico resolve contratar uma agência e cria uma concorrência, parte dela é descrever um sistema para agendamento de consultas online. Eis que uma das concorrentes resolve apresentar um belo projeto de mídia online, só isso. Obviamente, isso não satisfaz o médico, não faz parte do planejado e no mínimo ele vai achar que as pessoas dessa agência não sabem ler.

Existe uma ampla diferença entre “o cliente não sabe o que quer” e “ele não conhece suas necessidades”. Não acho que um briefing deve limitar a criação, mas ignorá-lo, certamente não ajuda em nada.

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Flash Camp – Mini Ignite

December 22nd, 2009 No comments

O Flash Camp Brasil abre espaço para suas idéias. Pode ser aquele projeto que você guarda na gaveta há anos ou mesmo esse que está surgindo na sua cabeça agora. O importante é trazer suas idéias ao conhecimento do público, compartilhar, discutir e ver o que sai daí.

Dia 16, das 11h às 12h15, o painel Mini Ignite vai dar a palavra para os interessados. Cada um terá 3 MINUTOS para se apresentar, apresentar seu projeto, contar sua história, enfim, vender seu peixe. No final, a melhor participação escolhida pelo publico presente, leva um pacote WEB PREMIUM CS4 na caixa. Além do reconhecimento do mercado e, quem sabe, até novos apoiadores para seu projeto.

Para participar basta se pré-inscrever aqui. As inscrições serão confirmadas dia 15, portanto antecipe-se e ajude a evitar atrasos no momento do painel.

A mesa será mediada por mim, e claro, fico muito grato pelo convite e confiança do Demian, organizador do evento.

Compreendendo como funciona uma aplicação do Facebook

December 5th, 2009 2 comments

Na última semana estive trabalhando no projeto de uma aplicação que roda dentro do Facebook, como eu nunca tinha feito nada pro Facebook, no começo achei tudo meio estranho, mas no fim das contas as coisas começaram a fazer sentido.

A primeira coisa a fazer é baixar a biblioteca do php e a biblioteca AS3, na hora de editar seu arquivo index, não esqueça de dar uma olhada na documentação do FBML e no Developer roadmap.

Quando você adiciona um SWF via FBML, ele mesmo já passa algumas informações importantes via flashvars, secret e fb_sig_user (id do usuário que está usando sua aplicação). Com isso já é possível começar a aplicação. O Fluxo no Facebook está representado (toscamente, claro) no diagrama abaixo.

Facebook

Para que se possa entender melhor, um exemplo.

Imports:

import com.facebook.events.FacebookEvent;
import com.facebook.Facebook;
import com.facebook.net.FacebookCall;
import com.facebook.utils.FacebookSessionUtil;
import com.facebook.data.users.FacebookUser;
import com.facebook.data.users.FacebookUserCollection;
import com.facebook.commands.users.GetInfo;
import com.facebook.data.users.GetInfoData;

Declarações:

private var _facebook       : Facebook;
private var _session        : FacebookSessionUtil;
private var _userCollection : FacebookUserCollection;
private var _user           : String;

Inicialização:

_user       = loaderInfo.parameters.fb_sig_user;
_session    = new FacebookSessionUtil(API_KEY, SECRET, loaderInfo);
_session.verifySession();
_facebook   = _session.facebook;

Chamando um dos métodos e tratando a informação:

/**
* Chamada para recuperar todos os amigos do usuário
*/

private function _getFriends () : void
{
var _getFriendsCall : FacebookCall  = _facebook.post(new GetFriends(null, _user));
_getFriendsCall.addEventListener(FacebookEvent.COMPLETE, _getFriendsComplete, false, 0, true);
}

/**
* Recupera os ids dos amigos do usuário e dispara a chamada para buscar as informações dos usuários
*/

private function _getFriendsComplete(e:FacebookEvent):void
{
e.currentTarget.removeEventListener(FacebookEvent.COMPLETE, arguments.callee, false);
var friends : FacebookUserCollection    = GetFriendsData(e.data).friends || new FacebookUserCollection();
var i       : int   = friends.length;
var aFriends: Array = [].concat();

while (i--)
{
aFriends.push(FacebookUser(friends.getItemAt(i)).uid);
}

_toCollection(aFriends);
}

/**
* Busca os detalhes selecionados de todos os amigos do usuário
*/

private function _toCollection (aUids : Array = null) : void
{
var columns : Array         = [GetInfoFieldValues.NAME, GetInfoFieldValues.PIC_SQUARE, GetInfoFieldValues.PIC];
var info    : FacebookCall  = _facebook.post(new GetInfo(aUids, columns));
info.addEventListener(FacebookEvent.COMPLETE, _createCollection, false, 0, true);
}

/**
* Armazena numa collection as informações dos amigos do usuário
*/

private function _createCollection(e:FacebookEvent):void
{
e.currentTarget.removeEventListener(FacebookEvent.COMPLETE, arguments.callee, false);
_userCollection = GetInfoData(e.data).userCollection;
//trace(FacebookUser(_userCollection.getItemAt(0)).name)
}

Acho que com isso já fica mais fácil começar a desenvolver seus aplicativos, daí é possível se aprofundar mais estudando a documentação da API do Facebook e da biblioteca AS3.

Ps.: Se você usou este post para começar sua aplicação, deixe o link nos comentários!

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Intercon 2009

November 9th, 2009 1 comment

Acho que estive em umas 4 edições do Intercon, no final das contas sempre me arrependia, mas achava que no ano seguinte seria melhor (os anos ímpares são sempre melhores), os problemas variavam entre palestrantes péssimos, ar-condicionado e wifi que não funcionavam, problemas de áudio e brilhantes idéias que geravam situações constrangedoras – quem não se lembra da palestra sobre o Oracle que foi feita pra ninguém?

Ao contrário do que eu imaginava, esse ano o nível das palestras subiu, poucos foram os nomes repetidos e no geral as apresentações foram ótimas. Claro, pra variar eu não sabia o programa do evento e fui descobrindo pela expectativa do @ptaranto, @dpaola, @anaerthal, @lucasferreira e @taismoura.

A maior parte do tempo fiquei lá na criação, apesar de ter achado a apresentação do pessoal da Colméia “meia boca” e “mais do mesmo”, ainda assim deu pra tirar alguma coisa de lá, e pelo menos não foi só jabá. Me amarro no trabalho dos caras (tem como ser diferente?) mas começa a cansar ver sempre as mesmas caras de lá nos eventos, parece uma “empresa de 1 só pessoa”, sei lá.

A apresentação do Fábio Sasso foi sensacional, em especial depois que ele conseguiu ficar mais nervoso que no começo e tornou as coisas mais espontâneas. Ótimas histórias, honestidade no máximo nível e uma consistência absurda (apesar d’eu, @anaerthal e @taismoura termos levantado a placa vermelha para a parte do “planeje menos e faça mais”).

O case da Taxi.Labs foi bacana e não ficou no mero jabá, foi realmente uma mostra do que foi feito, como, porque, qual o caminho…. sem aquele sentimento de “eu sou foda” e com muito sentimento de orgulho.

Pra mim, o show mesmo foi a palestra do Sérgio Mugnaini, simplesmente sensacional, surpreendente. Não se trata de ter um show, fazer piadinhas ou qualquer coisa do tipo, mas foi a única palestra – que eu vi – que teve profundidade, embasamento e que realmente me surpreendeu por trazer uma abordagem completamente diferente do que eu esperava.

O evento teve lá os seus problemas, alguns que até entendo, outros que não dá pra aceitar. Faltar água para os congressistas!? Deus do céu, não pode, né!?

Já o Wifi não funcionar bem… acho que já estamos todos acostumados com isso, não tá certo, mas estamos acostumados.

Algumas observações

Senhores, o Cazé Peçanha não inventou o Gengibre, digo, claro que é o responsável pela parada e tem seu crédito, mas o serviço – que ainda é oferecido por outra empresa – existia meses antes do Gengibre. É preciso compreender a diferença entre criar, inventar, descobrir, copiar e se inspirar.

A escola do futuro será exatamente como era a 100 anos atrás, talvez mais acessível, com mais computadores, mas e daí? O que importa é que as escolas recebem as crianças cada vez mais cedo e assim, quando chegam nas faculdades são cada vez mais imaturas e incapazes de criar suas próprias opiniões, isso é uma bosta. É necessário mudar a essência e não o ferramental.

Resultado

Definitivamente o Intercon está caminhando, seguindo em frente – mas ainda acho que precisam aprender a ouvir as críticas, ano passado foi muito feio a defesa que fizeram, estavam errados e ponto, era melhor aceitar. Esse ano o Evento valeu muito a pena, sem dúvida nenhuma!

Rock

Outlander GT

October 28th, 2009 No comments

www.outlandergt.com.br

Abertura

Home

Votação

Features

TECNOLOGIAS:

AS3, Flash Remoting.

FICHA TÉCNICA INTERNET:
Agência: Africa
Anunciante: Mitsubishi Motors do Brasil
Produto: Mitsubishi Outlander GT
Criação: Humberto Fernandez/Flavio Waitman/Daniel Matsumoto
Diretores de Criação: Nizan Guanaes/Sergio Gordilho/Cassio Zanatta/Humberto Fernandez/Flavio Waitman
Atendimento: Marcio Santoro/ Carolina Barreto/ Veridiana Gerbasi
Mídia: Luiz Fernando Vieira/Fábio Freitas /Eduardo Shinohara / Wagner Torreti
Planejamento: Pedro Cruz/Márcia Neri
Art Buyer: Andrea Mancini
Fotógrafo: Leonardo Vilela / Platinum
Produção: Platinum
Aprovação/cliente: Corinna de Souza Ramos, Renata de Souza Ramos e Letícia Mesquita

Produção: Juice Comunicação Concentrada
Direção Geral: Fábio Pinho
Direção de Criação: Bernardo Annechino
Design: Raul Queiroz
Arte 3D: Alexej Tykac
Animação: Raul Queiroz/Vladimir Andrade/Ruy Chagas Jr
Redação: Natasha Szczerb, Bernardo Annechino
Desenvolvimento Action Script: Bruno “Tatuí” Ribeiro
Desenvolvimento Server Side: Leandro Carneiro
Desenvolvimento Client Side: Thiago Velloso
Atendimento: Larissa Raposo

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Freela – Os dois lados da moeda [Parte II]

October 24th, 2009 2 comments

Há algum tempo abandonei a vida de freelancer e, a convite da Juice Comunicação, voltei a trabalhar dentro de uma agência. Foi uma enorme mudança, a responsabilidade é outra, a função é outra e ainda existe o processo de readaptação ao dia a dia da agência.

Um dos primeiros problemas que tive que resolver aqui era relacionado a freelancers, daí veio meu ponto de vista pelo lado da agência. Infelizmente não é uma visão pura, é uma visão que mescla a compreensão dos dois lados da moeda. Aqui descrevo a situação sob esse outro ponto de vista mesclado.

Eis a situação

Uma das vantagens de você trabalhar com um freelancer é a motivação. Se o cidadão tiver que virar noites por uma semana inteira, ok. Ele vai receber pra isso, fazer – relativamente – feliz e depois, acabou. Não é como um funcionário que você pede uma dedicação extra por 3 meses seguidos e o deixa revoltado.

Apesar do custo elevado, você não trava sua equipe, isso quer dizer que você pode distribuir trabalhos mais antigos/irritantes mandando-os pra fora da agência, melhorando assim o ritmo da equipe e ainda ter o problema resolvido antes que se torne algo mais grave. Só não tente fazer o oposto, mandar os trabalhos novos pra fora e manter os antigos em casa, VDM no nível máximo.

E mais!

Se você pagou um freelancer, por favor, não peça para sua equipe fazer ajustes no trabalho dele. É o trabalho dele!

Uma das piores coisas que você pode fazer é deixar rebarba de freelancer para sua equipe, e para minimizar as chances disso acontecer, o briefing precisa ser claro e direto.

Um ponto que parece bobo, mas que é uma falha comum é a falta de organização para receber e manter arquivos enviados pelos freelancers. Se você não tem uma estrutura que permita que o freelancer coloque os arquivos em seu servidor, ao menos configure um SVN e dê uma conta para ele, isso facilita tanto no acompanhamento do job quanto depois, na hora de achar aquele arquivo feito por sei lá quem, e que foi parar sei lá onde.

Em questões práticas, ter um freelancer de confiança é uma ótima alternativa, não só para resolver problemas emergênciais, mas também porque este tipo de profissional se oxigena o tempo todo, trafegando entre outras agências e topando com problemas que precisa solucionar de maneira rápida e efetiva, normalmente é trabalhado um aspecto que colabora no desenvolvimento e agrega um monte de informação que pode, por exemplo, em minutos resolver uma questão que você não consegue há semanas.

O freelancer é sempre um maldito, pelo menos no começo ou a qualquer momento que qualquer coisa – mesmo que fora do controle dele – dêem errado. No entanto seria justo pensar o que causa tanto problema com freelancers, seja um briefing vago, a falta de comunicação, lentidão do feedback ou a incompetência do cidadão mesmo.

Claro, há os estúpidos, também há a adaptação, alinhamento entre as formas de trabalhar, etc, no entanto, o que se vê normalmente é um briefing vazio, informações desencontradas e um processo de aprovação em 15 instâncias antes de chegar em quem, de fato, tem que aprovar.

Antes de contratar um freelancer é preciso lembrar que existe uma diferença de fuso entre agências e essas criaturas estranhas. Normalmente começam a trabalhar na hora em que você, contratante, está indo pra casa. Não adianta procurar o pobre coitado às 9 da manhã, ele vai ter acabado de ir pra cama! Se isso vai atrapalhar o seu projeto, é melhor pensar em outra alternativa, freela alocado, por exemplo.

Pra variar não existe uma resposta certa – contrate ou não um freelancer – existe uma conjunção de fatores que precisam ser avaliados, mas ajuda ter atenção com esses pontos.

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Freela – Os dois lados da moeda [Parte I]

October 7th, 2009 No comments

Durante um ano e meio, entre 2008 e 2009 estive trabalhando apenas como freelancer, foi uma experiência ótima, durante este tempo pude notar algumas características que descrevo abaixo em dois grupos, vantagens e desvantagens. Claro que nem todas as vantagens ou desvantagens se aplicariam para todos, de acordo com suas expectativas de vida, as coisas podem parecer fora de lugar.

Eram poucos e bons os motivos que me levaram a me dedicar exclusivamente aos freelas, entre outros, poder escolher os trabalhos que faria e ter mais flexibilidade em sentido amplo. Neste post vou avaliar apenas o meu ponto de vista como freelancer, ignorando o ponto de vista da agência e muitas vezes apelando ao absurdo para expor um ponto de vista.

É evidente que se trata de uma visão resumida – até porque o post ficaria longo demais.

Das vantagens

Certamente uma das maiores vantagens de você ser freelancer é o horário. Claro que num dado momento você pode acabar se enforcando nas cordas da liberdade, é necessário muito controle e disciplina para não virar noites e acabar perdendo um pouco de sua vida social ou misturando o pessoal com o profissional.

Terça-feira, 3 da tarde e eu conversando sobre códigos, processos, livros e jobs com o Pedro Taranto, tomando cerveja e sem preocupações. Trabalhando numa agência, raramente isso seria possível, mas acontecia com frequência neste período.

Outra questão muito positiva são os valores, em geral você recebe pra fazer o que os outros não sabem – e pra isso você precisa mostrar que sabe fazer essas coisas e conquistar a confiança – ou o que não deu tempo deles fazerem. Tanto por um motivo quanto por outro, é justo que você receba mais que um funcionário regular receberia para executar tal tarefa, no fim das contas, se você conseguir estruturar sua vida, contatos e freelas direitinho, poderia – em teoria – trabalhar 1 semana e ter o valor acima da média salarial. Há questões, mas é possível.

Outro dos pontos mais bacanas é que você pode orientar os trabalhos que aceita afim de formar um portfolio que aponte para onde você quer ir. Ter um portfolio que abra portas é o melhor caminho para chegar onde você quer, o problema é conseguir este portfolio, afinal, todo mundo tem que começar de algum lugar.

Conheci muita gente neste período, vi a realidade de muitos lugares e aprendi muito, em especial sobre os processos. Tive que lidar com pessoas que tinham resistência pelo simples fato d’eu ser freelancer (explico na parte II) e fazia visitas a agências pelo simples prazer de conhecer as pessoas, os lugares e seus processos. Foi uma época boa.

Das desvantagens

Nunca tive problemas com prazos, não me lembro de ter furado um, porém, me incomodava e algumas vezes me atrapalhava muito a lentidão nos processos de aprovação e ajustes. O feedback pode se tornar muito, muito lento dependendo da estrutura da agência e do cliente que está sendo atendido. Isso é especialmente ruim porque você nunca sabe quando vem um pedido de ajuste, pode ser num ponto crítico de outro freela que você pegou por ter acreditado que o anterior tinha morrido.

Aprenda: Freelas não morrem!

Dia 15, 4 da manhã e eu insone; O pagamento do Freela sumiu… não veio, atrasou. Isso é improvável quando você trabalha numa agência. A insegurança é o que dá medo nos freelas, você pode ser bem relacionado, ter um ótimo trabalho, todo mundo gostar de você e de seu trabalho, mas um belo dia… não tem freela. Não houve job seja por uma conjunção astrológica,  pelo aquecimento global ou pela crise da economia. E aí?

Trabalho urgente e subestimado, código legado e bizarro, projeto desorganizado, e sem a mínima documentação, essas são características comuns em projetos onde chamam os freelancers, no fim das contas você passa mais tempo tentando entender o que foi feito e ajustando o que você completou que programando de fato.

Freelancers são sempre – ou quase sempre – taxados como “aquele inútil que atrapalhou minha vida”, pelo menos até você conseguir se estabelecer, fazer amizade e alinhar a forma de trabalho com a agência, mas pense, você não está alocado, não está naquela reunião de status onde localizam o problema, quem você acha que vai ser o culpado pela situação?

Esse ano tive uma lesão na coluna, como consequência, não pude trabalhar durante algumas semanas – que pra mim pareciam meses – acabei enrolando a vida de uma agência (muito obrigado pela paciência Bruno, Lula, B e Fabio), eu não tinha controle sobre isso, nem eles. No fim das contas tudo deu certo, estou relativamente melhor e o projeto seguiu seu caminho, mas isso é um problema grave! Imagine se você fica doente e não pode entregar um job… e mais, se você não trabalha, não recebe.

Se optar por ser freelancer, faça um plano de previdência!

Conclusão

É claro que você não pode simplesmente largar tudo e dizer que vai ser freelancer – na verdade, poder você pode, mas tem grande possibilidade de se enrolar todo – sem antes criar algum vínculo com agências/pessoas para se manter, mas vale a pena. A grande questão é, até que ponto você está disposto a investir tão a fundo sua energia em trabalhos geralmente parecidos e no isolamento de idéias?

Não se engane, a maior parte dos trabalhos mudam apenas em estética, técnicamente é sempre quase o mesmo.

Se você tem problemas de relacionamento com pessoas, ser freelancer é um ótimo caminho – para não enfrentar o problema, claro – se você precisa se abastecer de idéias, talvez não seja mais interessante considerar uma oportunidade de trabalho alocado.

O fato é que não existe uma verdade universal, não dá pra dizer qual “O melhor”, mas o que posso dizer com plena certeza é que ninguém desse mercado pode se realizar sem antes passar um tempo como freelancer e muito menos sendo só freelancer.

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